mãe

Afoga-se na água que fez-lhe germinar
Arranca do seio o cio da vontade
Chora a lágrima que evapora antes de chegar ao queixo
Perfura a perna pra chamar atenção do impossível
Desperta na hora marcada pro desnudar da água fria no peito
Ouve mais que fala
Aprende mais que sabe
Engole o ar que rasga a víscera e desencadeia a culpa de toda reação
Desperta desnuda marcada de hora no peito frio d’ água
Na beleza que vem de fora do aceitável, da orgia e gemidos que explodem por debaixo dos padrões, observa-se no contra-senso seu sensível gosto maternal
Ovula-se ovula-se ovula-se