mãe

julho 25, 2009 at 12:40 pm (Uncategorized)

colmeia

Afoga-se na água que fez-lhe germinar

Arranca do seio o cio da vontade

Chora a lágrima que evapora antes de chegar ao queixo

Perfura a perna pra chamar atenção do impossível

Desperta na hora marcada pro desnudar da água fria no peito

Ouve mais que fala

Aprende mais que sabe

Engole o ar que rasga a víscera e desencadeia a culpa de toda reação

Desperta desnuda marcada de hora no peito frio d’ água

Na beleza que vem de fora do aceitável, da orgia e gemidos que explodem por debaixo dos padrões, observa-se no contra-senso seu sensível gosto maternal

Ovula-se                  ovula-se                         ovula-se

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